“Porque o senhor atirou em mim?” – Mais um adolescente morto pela PM.

ImagemOntem,  o adolescente Douglas Rodrigues, de 17 anos, foi assassinado por um suposto tiro acidental pela polícia militar do Estado de São Paulo. A frase “porque o senhor atirou em mim?”, afirmou a mãe em declaração à mídia. Estudante e trabalhador, Douglas foi abordado junto com seu irmão, de 13 anos, momento em que sofreu um tiro “acidental”. O policial, que teve sua identificação preservada, foi autuado por homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar. O enterro do Douglas foi marcado por manifestações com incêndio de ônibus e lixos incendiados em trechos da cidade de São Paulo. O porta-voz da PM, capitão Mauro Lopes, agiu como age historicamente os casos de assassinatos envolvendo a polícia: lamento o caso.

No livro Rota 66, do Caco Barcellos, ele faz uma longa pesquisa sobre a questão de crimes violentos, e encontra um dado que aponta que os mortos “acidentais” sempre tinham um tiro na testa, no rosto, e lugares na região do tórax. Seguidamente, o cenário do crime era alterado pela justificativa de socorrer a vítima levando ao hospital, para evitar a perícia técnica. Chegando no hospital já morto há 2, 3 horas, a tática com o tempo começou a ser mudada: iniciada a escola da polícia que mata, a estratégia era a ocultação de cadáver. A questão é: desde 1972, com o surgimento da PM e seus grupos de rondas ostensivas e grupos especiais, as descrições e inquéritos policiais militar se repetem de maneira exponencial até os dias de hoje, 2013. Entre Douglas e Amarildos, a PM mata preto, pobre e favelado, e isso hoje no Brasil faz parte de um cenário visto como natural. Não é a toa a luta pela desmilitarização da polícia, da política, contra o extermínio da juventude que tem cor e classe social definida. Enquanto isso, a mídia, o governo PT na sua figura máxima presidencial, e a classe média sofrida, critica os excessos de grupos em fúria contra a opressão histórica, e chora as pitangas do coronel que levou uns tapas. Como diria o Pena Branca: “quem mata é o sistema da PM, do comando à justiça. O matador só aperta o gatilho”

 

Veja aqui a história do Douglas Rodrigues, mais um adolescente assassinado pela Polícia Militar de São Paulo

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