Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer mobiliza ativistas em todo Brasil

1469926_468963576547369_1547652012_nOfuscado pela política de proibição das drogas, o uso medicinal da maconha ganhou a importância merecida com o ato/debate promovido por ativistas da causa canábica de 18 cidades do país. Na última quinta-feira (27), foi celebrado o Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer.

No Rio de Janeiro, o ato começou com um debate no Largo de São Francisco, que contou com a participação do neurobiólogo João Menezes. Ele explicou como a maconha pode auxiliar no tratamento de doenças como câncer, AIDS, glaucoma e no estímulo de apetite, além de apresentar detalhes históricos da utilização da maconha como medicamento.

“O uso da maconha no apoio ao tratamento quimioterápico é uma realidade que poderia existir no Brasil, mas os pacientes que fazem esse uso precisam agir na ilegalidade. Essa repressão deve acabar imediatamente. As pessoas que defendem a proibição precisam saber que elas podem se beneficiar desse potencial terapêutico da cannabis algum dia.”

 

 O vereador Renato Cinco (PSOL) também esteve presente e afirmou que o ato não é uma defesa apenas do uso medicinal da maconha: “Nosso movimento luta pela legalização dos múltiplos usos da maconha. Esse dia é uma estratégia para divulgar as propriedades farmacológicas da cannabis, pois nossa população conhece muito pouco ou nada sobre como a maconha pode ajudar no tratamento de várias doenças.”

Após o debate, os 300 manifestantes iniciaram uma caminhada pelas ruas do Centro do Rio até a Cinelândia. Entre a população que observava a passeata, era possível encontrar olhares curiosos, felizes e emburrados. Alguns gostaram tanto do tema que engrossaram o ato e rapidamente aprenderam as palavras de ordem em defesa da legalização.

Também chamou atenção o aumento do efetivo policial destacado para acompanhar a manifestação. No ano passado, o Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer foi acompanhado por apenas dois policiais. Este ano, cerca de 40 agentes da polícia militar estavam presentes.

Felizmente, o ato terminou sem detenções e conflitos com a polícia.

Fonte: Renato Cinco

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